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Finalmente Paris.

E foi uma correria tão grande que só agora escrevo.

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Você quer ser bem tratado? Quer ser bem atendido? Quer ser respeitado e ter o mínimo de atenção quando se dirige polidamente a alguém? Então não vá para Paris.
Paris é uma cidade bonita, um verdadeiro museu a céu aberto, mas duas pragas invadem aquela cidade terrivelmente: os turistas e os parisienses. Me incluo na primeira praga. Paris parece ser de ninguém e, embora eu saiba que sou a fonte de renda número um daquela cidade, parece que os parisienses não o sabem. Fico pensando se eu fosse parisiense, se não agiria da mesma forma, se não nutriria uma raiva terrível dos turistas que “roubam”a cidade. Mas tirem os turistas para ver o que acontece!

Estaria sendo terrivelmente injusta se não falasse dos franceses bem-educados; daqueles que sorriem para você, que ajudam, mesmo bêbados, a carregar sua mala pelas extensas escadarias do metrô de Paris, que perguntam por Juninho Pernambucano, que têm a maior paciência em explicar de que é feita aquela guloseima e qual a mais gostosa... Há esses, e esses são os que fazem a vida mais fácil. No quarto dia em Paris, eu acordei totalmente parisiense: entrei no café, disse um bonjour de cara fechada e pedi meu croissant. Só depois que eu percebi que a atendente me sorria, fato raro naquela cidade. Daí me dei conta que já tinha me acostumado àquela realidade. Mas não é isso que quero p’ra mim.

Para chegar a Paris, a viagem na econômica é penosa. Não sei se pessoas idosas agüentam bem, pois dez horas num avião cuja cadeira nem reclina muito, é terrível. E olha que a VARIG tem um pouco mais de espaço que os outros!!!
O primeiro dia em Paris foi só para conseguir sair do aeroporto (para nós foi uma ciência!), comprar a Carte Orange no aeroporto mesmo, comer no Crhistophe, que é vizinho do hotel onde estamos e dormir. Perdemos de parar no free shopping na entrada de Paris. Nos abestalhamos e rumamos para a porta de saída: nem um visto, nem um pedido de passaporte, nem um carimbinho sequer: só um “Avancée, madame”e pronto, foi tudo. E eu que até contracheque levei!!!!!!
O restaurante Christophe é um capítulo à parte. A comida é deliciosa, digna dos melhores restaurantes brasileiros. Eu comi um peixe branco com risoto e Amorzão, um salmão semi-cozido com ervilhas frescas. Estava tudo de bom! Os preços não são bons, como todos os preços em Paris, são proibitivos. Cada prato custou 23 euros, mas vale a pena.
The day after acordamos bem cedinho e fomos tomar café numa das inúmeras cafeterias aqui por perto. Andamos muito e depois resolvemos pegar um batobus: foi excelente! Andar pelo Sena, ladeando os maiores monumentos franceses é realmente muito lindo!

Na verdade, acho que me incomoda em ser do rebanho, em fazer tudo o que os outros estão fazendo, em tirar as mesmas fotos, ir aos mesmos monumentos... Mas é o que a cidade oferece, também.

Clichês como “Paris é uma festa” e “...é um museu a céu aberto”sempre vêm à cabeça, simplesmente por ser verdade. Paris é isso e muito mais. É bonita, é cinza, é antiga, é romântica, é monocromática, é planejada e é de todo mundo.

O hotelzinho em que ficamos tem uma estrela (imagino que deve ser decadente), mas a 49 euros, talvez eu não devesse esperar muita coisa. Não em Paris. O endereço é Rue Descartes, 6 – 5ème arrondissement, Quartier Latin, perto da Sorbonne, da Mouffetard, da Rue Clovis, da Église St. Etienne, da Notre Damme enfim, perto de quase tudo! Consegui essa indicação através de uma autora gaúcha; a princípio quis sair do hotel, mas depois relaxei, principalmente depois que vi os preços dos vizinhos (150 euros, au minimun) e depois que percebi que localização ótima com uma vida noturna agitadíssima, sempre com gente por perto. Por isso não tive coragem de sair de lá. Além disso, os 49 euros que pagamos são quase inacreditáveis numa cidade com preços proibitivos como Paris. Reservei por telefone e quando chegamos estava tudo certo. A sorte é que era um quarto que dava a frente para a praça, pois acho que os do fundo eram insuportáveis. O telefone é 01 04 59 72 38, chama-se Le Central e a dona se chama Pilar, é da Galícia, Espanha, e fala muito bem o português, é bastante simpática, embora pareça ter saído de um filme triste.

Paris foi tomada pelos japoneses, pelos negros vindos das suas colônias, pelos chineses e pelo resto do mundo. Ta todo mundo lá, em Paris, inclusive nós, brasileiros.

Posted by Aninha 08:17 Archived in France Tagged women

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